sexta-feira, 29 de abril de 2011

De bem com a vitamina D


Cálcio e vitamina D: cuide bem dos bons amigos de seus ossos

    Foi lendo uma reportagem sobre uma recordista norte-americana que fraturou um osso do pé, que relembrei a importância da amizade entre vitamina D e cálcio.

    Essa atleta, com certeza bem preparada e supervisionada,se acidentou após percorrer 5Km de prova nas Olimpíadas de Pequim. O exame de sangue revelou níveis adequados de cálcio, porém baixa concentração de vitamina D: não basta ter níveis adequados de cálcio no sangue, pois sem uma concentração adequada de vitamina D ele não será absorvido.

    A fonte mais abundante desta vitamina é a luz solar, tão temida pelo perigo das radiações. Hoje a maioria das pessoas usa filtros solares diariamente, e estudos demonstraram que ao bloquear os raios ultravioletas a produção dessa vitamina D pode se tornar limitada. A mesma observação deve ser dada para aqueles que passam o dia todo em locais fechados.

   E o risco do câncer de pele sem filtros solares? Os médicos são unânimes: ao invés de deixar de usar filtros solares, pessoas preocupadas com a vitamina D devem consumir mais alimentos como salmão, suco de laranja, leite, óleo de fígado de bacalhau, atum e gema de ovo.

    O interessante é que a deficiência da vitamina D não apresenta quase nenhum sintoma, só sendo descoberta nos exames de sangue.

    Não dá para considerar o sol um inimigo, basta certa dose de precaução e proteção para que ele naturalmente te presenteie com a vitamina D... Reconsidere alguns minutos de exposição, seus ossos agradecem.  



             

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Casamento (na) real

Impossível não falar de casamento esta semana ... trace um paralelo com o evento do príncipe com uma plebéia. 


   Imagino o tanto que algumas noivas enquanto preparavam os detalhes para seu tão sonhado casamento devem ter se frustrado quando ouviam as notícias sobre o casamento REAL (lista de convidados disputadíssima, árvores para decorar a igreja, milhões de flashes, sem contar os presentes que realmente não dá pra imaginar)... afinal elas também são plebéias.

   Seja lá qual for o status da celebração, o ato religioso revela sempre o mesmo compromisso: por amor, o casal firma uma aliança diante de Deus e dos homens ....

   Relembrando o dia do meu casamento, e olha que foi o dos meus sonhos, assim como vários outros que presenciei, todas se consideraram princesas que acharam seus príncipes (pelo menos naquele dia) ainda que não fossem morar em castelos. 

   Mas e depois que a festa termina? Tudo bem, a lua-de-mel é melhor ainda. E depois, com o passar dos primeiros meses e anos?

   O casamento real, seja o nosso plebeu com plebéia ou não, exige atenção maior que os flashes daquele dia, cuidados mais rigorosos que os tidos com a decoração e tempero melhor que o do buffet servido na festa de casamento. 

   Aquela paixão do namoro que nos leva a dizer o "sim", precisa ser relembrada, ainda que não seja novamente vivida diante da rotina com filhos. Voltar a ouvir a música que foi feita só pra gente naquela época traz a memória lembranças que nunca podem ser perdidas - principalmente nas crises.

   Contas bancárias em comum trazem também dores de cabeça em comum. Muito se aprende com o passar dos anos no casamento, inclusive que faz falta sair pra jantar / um cineminha / uma viajem relâmpago de final de semana A DOIS.

   Dê uma polida na aliança que você fez naquele dia, com certeza vai conseguir um  brilho real no seu casamento. 
      



     
  

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mães em forma

 
Aprendizado básico nas aulas de Pilates: Não existe não consigo, apenas tente denovo e denovo e ....

     Quando a idade vai passando, ganhamos mais que experiência:  aparece dorzinha nas costas, nas pernas ou uma novidade balançando no braço quando fazemos um tchau mais empolgado (mesmo para aquelas que não engordaram --- Kilos em cada gravidez). 

   Nesta fase a minha fuga das academias chegou ao fim. Uma longa conversa com um ortopedista me conscientizou que após os 30 e poucos anos, a correção de postura não é tão fácil e dores devido a escoliose/sifose/lombalgia são mais frequentes.

  Com a orientação de uma fisioterapeuta (conheça-a nos meus seguidores: Andresa) descobri no Pilates uma forma suave de exercícios.  

   O Método Pilates envolve uma técnica de reeducação de movimento: aumenta a flexibilidade e força muscular, melhora a respiração (difícil de aprender no começo) e leva ao realinhamento da postura (trabalha muito o equilíbrio e coordenação).

Respeitando as limitações de cada aluno e com orientação de profissional habilitado, é uma excelente opção para aqueles que (assim como eu) não encaram a rotina de academias.  

Estudiosos da área consideram que o Pilates provoca a integração física e mental. Deve ser verdade, pois nas aulas descobri que não é com exaustivos esforços que conseguimos realizar os exercícios, mas através da técnica correta que envolve concentração e conhecimento do corpo.


   O tão almejado e sofrido alongamento acredito ser igual ao das aulas de ballet; na minha opinião é a parte mais difícil da aula.

   Sem promessas de grandes milagres (tipo desaparecer todas as gordurinhas/cinturinha de boneca/adeus a celulite), seus bons resultados no corpo são visíveis.

Vale  a pena experimentar.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Pão integral pode ser legal


Produtos integrais... será que vale a pena toda a família aderir a esta alimentação dita mais saudável?




   Para agradar a todos, sempre deixei opcional no café-da-manhã e lanche da tarde: pão francês ou pão integral. Acreditando ser melhor padronizar o integral, resolvi buscar algumas informações antes.

   A diferença básica está na produção: farinha branca para o  pão francês e farinha integral para o pão integral.

   O processo de industrialização da farinha branca leva a perda do seu valor nutricional; já na integral há preservação dos grãos, obtendo maior concentração de vitaminas e fibras (pois é aí que se encontram nas sementes dos grãos).

   Quanto ao valor calórico a diferença não é tão relevante, mas por ser rico em fibras o pão integral apresenta uma digestão mais lenta e leva a maior saciedade (não dá vontade de comer toda hora). Outra vantagem destas fibras está em regular o trânsito intestinal, pois absorvem água e circulam pelo intestino, o que aumenta o volume de sais/ facilitando a sua eliminação.  

    Vale lembrar que pão 100% integral deve ser considerado aquele feito apenas com farinha integral; sendo mais duro (o paladar não agradaria muito)e com validade bem reduzida.

   Nos mercados compramos pães integrais que na verdade são produzidos com uma mistura de farinha branca e farinha integral. A ANVISA não determinou nehuma legislação sobre qual a quantidade mínima que deveria ter de farinha integral para que o pão pudesse ser considerado "pão integral".

   Para a maioria dos adultos realmente pode ser interessante a troca do filãozinho pelo pão dito integral, seja com mais ou menos grãos (opções de 9/12 ou sei lá quantos grãos não faltam).

   Já no caso de crianças, mulheres grávidas ou na menopausa deve-se saber: a maior concentração de fibras dos pães integrais levam a uma diminuição na absorção do cálcio existente no leite/queijos/iogurtes. Um pesquisador da Unicamp alertou também cautela na alimentação de idosos, considerando uma absorção reduzida de cálcio nesta faixa etária.


     A partir de agora aqui em casa, meus filhotes não tem muito o que optar: o bom pão francês para eles será regra ... e o integral só para matar a vontade de vez em quando.


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sob a luz dos olhos teus...

Muito pode se aprender quando observamos as crianças .... a visão que elas têm sobre algumas situações é bem melhor que a nossa.

Viajando com minha família neste feriado, visitamos uma praça que era o ponto turístico da cidade,  lugar famoso por suas flores. Meio decepcionada, fui logo reparando que aquele grande jardim poderia ser mais atrativo se tivesse muito mais rosas e menos falhas na distância das mudas plantadas, assim atrairia mais borboletas e beija-flores 

Enquanto terminava minhas observações (ainda bem que comigo mesma),  minha filha chegou toda feliz com a máquina fotográfica e  mostrou uma foto que ela tinha acabado de tirar.  Naquele mesmo jardim em que eu só achava problemas, a Lari enxergava apenas a beleza daquela flor e queria guardar esta lembrança.

    A foto que nos mostrava tinha como foco apenas UMA ROSA, e não toda a roseira. Com um sorriso que demorou um pouco para sair (estava processando novamente minhas observações), elogiei minha pequena fotógrafa e percebi que os olhos dos adultos estão acostumados a procurar problemas: deixando de apreciar a simplicidade das coisas e pessoas.

   Mais atenta as atitudes das crianças,  percebi que seus relacionamentos são mais espontâneos que os nossos: repare quando elas se encontram em festinhas ou em parques? Podem chegar sozinhas, mas se dermos um tempinho, logo começam a brincar (dependendo da idade nem perguntam o nome uma da outra). Conforme vão crescendo esta luz dos olhos muda, espero que não seja por nosso exemplo.

    Não sei se existe como manter este saudável convívio da infância, mas deveríamos pensar mais em como mantê-lo na fase adulta: as próximas gerações nem conheceríam o triste bullying.

   Da minha parte, aprendi a respeitar mais a visão dos meus pequenos, analisando quem deve influenciar quem em certas ocasiões. A dona da razão não será mais sempre eu.

   .

  

terça-feira, 19 de abril de 2011

Feliz Páscoa... amarga

Como boa chocólatra, me interesso pelas notícias que consideram o chocolate saudável; principalmente nesta época que fica difícil controlar a vontade em experimentar uns... bocados de ovos de Páscoa diferentes.
   Sempre se falou do efeito prazeroso e de bem-estar que o chocolate trazia: meu forte argumento para comê-lo sem culpa na época de TPM.

   Vários estudos apresentados por pesquisadores, levaram médicos e nutricionistas a atribuírem um benefício maior do querido chocolate: ele ajuda a reduzir risco de ataque cardíaco, diminui a tendência de coagulação das plaquetas e obstrução dos vasos capilares. Na semente de cacau existem flavonóides que transformam o colesterol "ruim"  em benefício para a saúde cardíaca (ajudam a não formação de placas de gordura na vascularização do coração). 
   Lembrete nada animador: todos esses benefícios se referem ao CHOCOLATE AMARGO e o consumo diário deve ser 50g (meia barrinha). Por isso essa Páscoa pode ser considerada AMARGA, não só pelo preço carésimo dos ovos, mas também por estar previsto um aumento médio de 30% nas vendas dos ovos meio-amargo e amargo.

    Por determinação da ANVISA, todos os fabricantes de produtos alimentícios são obrigados a discriminar nas embalagens os ingredientes em ordem decrescente de quantidade: atente-se a massa de cacau (onde realmente encontra-se os flavonóides), se estiver logo no começo a quantidade de cacau é maior... mas se estiver no final da listagem dos ingredientes é porque tem muito pouco do cacau.

   Bem que tentei gostar desses chocolates (meio amargo pelo menos), mas não deu. Para mim, essa Páscoa cheia de novas informações sobre os benefícios do chocolate ESCURO, acabou amargando minha vontade por este docinho.   


 
Ainda assim vou te desejar uma FELIZ PÁSCOA, afinal esta data existe para termos a doce lembrança do imenso amor de Jesus que morreu na cruz para nos salvar.


domingo, 17 de abril de 2011

Brincando de casinha



Quem é mãe de menina, com certeza, já brincou algumas dezenas de vezes de casinha. Arrumamos um quarto cheio de mimos para a boneca, muitas roupas bem organizadas para mudar o figurino, aquela cozinha para receber as bonecas amigas, sem esquecer da sala cheia de florzinhas: pena que tudo em miniatura.

Relembrando este precioso tempo com minha LArissa, perguntei a ela porque é tão legal brincar de casinha. A resposta foi exatamente o que eu sentia quando participava: " posso arrumar a casa bem bonita, cada hora de um jeito, e quando enjoo, eu mudo". Detalhe: os brinquedos são quase sempre os mesmos, mas a criatividade nem deixa percebermos isso.

Desde que fui mãe passo por reformas constantes, educando meus filhos mas também aprendendo com eles. Nessa fase de brincar de casinha aproveitei para praticar algumas idéias criativas.

Quem frequenta minha casa já percebeu: de tempos em tempos os móveis passeiam pela casa, vasinhos saem do lavabo e ficam na sala, quadros do corredor vão para varanda, nem mesmo o pesado piano tem lugar garantido (neste caso estou negociando com meu marido uma mudança radical.

Sinto uma renovação de ânimo, tudo fica com ar mais agradável... sem precisar investir muito dinheiro. Cada vez mais percebo que de nada adianta TER se nossos olhos do coração não estiverem satisfeitos com simples detalhes de nossas vidas.

Minhas brincadeiras de casinha trouxeram um bocado de alegria que compartilhei com minha filha, inovações na minha casa (pena que não tirei fotos: antes e depois) e economia para a conta bancária da família.

Vale a pena tentar, se não gostar: é só mudar.